BCI incentiva leitura na Beira
O BCI promoveu, há dias, na Escola Secundária Mateus Sansão Mutemba, na cidade da Beira, uma palestra subordinada ao tema “A Biblioteca como Espaço de Conhecimento, Inclusão e Transformação Social”, numa iniciativa alusiva ao Dia Mundial das Bibliotecas.
A sessão reuniu mais de 60 alunos da 11.ª e 12.ª classes, professores e outros membros da comunidade escolar, num momento de reflexão e diálogo sobre o papel das bibliotecas na democratização do acesso à informação, na promoção da leitura e na formação de cidadãos mais informados e participativos.
Ministrada pelo bibliotecário, investigador e escritor moçambicano Alberto Zimita Mapime, a palestra permitiu aos estudantes conhecer melhor os serviços disponibilizados pelas Mediatecas do BCI, incluindo o acesso gratuito a um vasto acervo bibliográfico e à internet.
Para o palestrante, a iniciativa representa uma importante forma de aproximar a biblioteca dos seus potenciais utilizadores. “Esta iniciativa partiu do BCI, que, para além de ser uma instituição bancária, tem um serviço de bibliotecas em Moçambique, com unidades em Maputo, na Beira e em Nampula. A ideia foi sair do espaço físico da biblioteca e ir ao encontro dos potenciais leitores, principalmente os estudantes”, explicou.
Ao longo da sessão, os alunos foram convidados a olhar para a biblioteca não apenas como um espaço de consulta de livros, mas como um lugar de descoberta, aprendizagem e construção de novas possibilidades.
A palestra decorreu num ambiente participativo e interactivo, com os estudantes a demonstrarem curiosidade e interesse em conhecer as oportunidades de acesso ao conhecimento disponibilizadas pelo BCI. Para o escritor e investigador, um dos momentos mais marcantes foi perceber que os alunos compreenderam que o conhecimento ultrapassa os limites das disciplinas escolares. “Há um mundo de saber que podem explorar na Mediateca do BCI. Fiquei com a sensação de que despertámos neles o gosto pela leitura e pela ciência, e isso é muito gratificante”, destacou Alberto Mapime.
Mapime considerou a iniciativa muito positiva e destacou a importância de aproximar os jovens dos espaços de conhecimento e dos recursos que podem contribuir para a sua formação académica e pessoal. “Espero que o BCI continue a realizar estas actividades junto das escolas secundárias, porque é nessa fase que os jovens começam a definir os seus interesses académicos e profissionais”, afirmou, acrescentando que esta aproximação contribui igualmente para a divulgação da literatura moçambicana e para uma maior circulação das obras dos escritores nacionais.
Com esta iniciativa, o BCI reafirma o seu compromisso com a educação, a cultura e a inclusão, levando o conhecimento para mais perto das comunidades e contribuindo para formar leitores, investigadores e cidadãos capazes de participar activamente na construção do futuro de Moçambique.