BCI e António Niquice levam à UEM obra sobre caju e reindustrialização
Oferta de obra de António Niquice amplia acesso ao conhecimento sobre um sector que já colocou Moçambique entre os maiores produtores mundiais.
O Banco Comercial e de Investimentos (BCI) ofereceu à Universidade Eduardo Mondlane (UEM) exemplares da obra “Economia do Caju em Moçambique – O Contexto das Políticas de Bretton Woods e os Pressupostos da Engenharia de Reindustrialização”, do Professor António Niquice. A iniciativa coloca à disposição de estudantes, docentes e investigadores uma reflexão sobre o potencial da agro-indústria para gerar valor, emprego e rendimento em Moçambique.
A entrega decorreu na Biblioteca Brazão Mazula, na UEM, e foi efectuada pela Administradora do BCI, Farhana Razak, numa cerimónia que contou com a presença do Vice-Reitor da UEM, Mohsin Sidat, responsáveis da Universidade, docentes, investigadores e estudantes.
A obra revisita a trajectória da indústria do caju e coloca no centro do debate um desafio actual: como transformar internamente os recursos produzidos no País, acrescentando-lhes valor antes da exportação. O caju assume particular relevância neste debate pelo peso que historicamente teve na economia nacional e, sobretudo, pelo seu impacto no rendimento das famílias e comunidades rurais.
“Cada obra que chega a uma biblioteca representa conhecimento que passa a estar disponível, uma oportunidade de investigação e, eventualmente, o ponto de partida para novas ideias e novas soluções”, afirmou Farhana Razak. A Administradora sublinhou que apoiar a educação e o conhecimento constitui, para o BCI, uma forma de investir no desenvolvimento sustentável do País.
António Niquice, por seu turno, destacou precisamente a importância de fazer chegar a investigação a mais pessoas. “O conhecimento só tem valor quando ele é partilhado”, afirmou, agradecendo ao BCI por permitir que a obra, através da UEM, alcance um público mais amplo.
Segundo o autor, a experiência do caju deve servir de referência para uma discussão mais abrangente sobre o modelo produtivo nacional. Moçambique, defendeu, precisa de capitalizar as diferentes etapas das cadeias de valor, avançando da produção de matérias-primas para o seu processamento e transformação. “A indústria do caju e o caju [são] uma amostra do que é que temos de fazer e fazer bem”, referiu.
O Vice-Reitor da UEM, Mohsin Sidat, realçou o contributo da oferta para o acesso dos estudantes ao conhecimento sobre a realidade nacional. “Para nós é uma enorme satisfação e uma honra receber esta obra, que vai enriquecer o acervo bibliográfico da Universidade”, afirmou, encorajando os estudantes a conhecerem, através da publicação, as dimensões sociais e económicas do sector.
A iniciativa dá continuidade à parceria entre o BCI e a UEM em áreas como educação, investigação, cultura, desporto e valorização do património, reforçando a aposta na circulação do conhecimento e na produção de respostas para os desafios económicos e sociais de Moçambique.