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BCI debate a importância da mulher no desenvolvimento socioeconómico de Moçambique

Organizámos, na terça-feira, a 10 de Abril, no nosso Auditório, em Maputo, a III edição do Fórum “Chá só para elas”, uma iniciativa enquadrada nas comemorações do dia da mulher Moçambicana, com o principal objectivo de debater a temática do empoderamento da mulher e reconhecimento da sua importância no desenvolvimento social e económico em Moçambique.

Na qualidade de anfitrião, o nosso PCE, Paulo Sousa, saudou as mulheres e todos os presentes, desejando que “este seja um espaço que nos permita partilhar ideias, focar muito sobre o que é o empreendedorismo feminino em Moçambique e o vosso dia-a-dia, na prática, de mulheres empreendedoras com percursos, carreiras e uma actividade relevante na sociedade”.

Já o escritor angolano José Eduardo Agualusa referiu-se à igualdade entre homens e mulheres afirmando que “o combate pela igualdade entre géneros parece-me ainda urgente entre nós em África, em primeiro lugar, porque estamos muito longe de alcançar essa igualdade. Em segundo lugar, porque na maioria dos países africanos as mulheres desempenham um papel ainda mais relevante, enquanto coluna principal de sustentação do exercício familar do que nos países do Ocidente. As mulheres em África enfrentam, no seu dia-a-dia, uma sociedade profunadmente machista […]. Acredito que se existe uma sociedade masculina e uma cultura feminina, esta última se distingue da primeira por dar primazia ao diálogo. A história da humanidade é infelizmente uma história de violência, e esta violência é quase sempre masculina. Também é verdade, contudo, que mulheres de poder, cercadas de homens, tendem a repetir padrões masculinos ou seja a governar como homens”.

Lembrando que a emancipação da mulher em Moçambique começou com a sus emancipação política, ainda em marcha, a Presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo Ndlovu, afirmou que o maior desafio, agora, é na área económica, “onde precisamos de fazer muito mais, no âmbito da equidade de género para reverter a situação. Na verdade, se olharmos para a base da pirâmide, estamos muitas de nós lá, se calhar somos capazes de ser a maioria. À medida que vamos subindo, vamo-nos tornando ilhas e é preciso reverter o cenário. Por isso mais uma vez, BCI, muito obrigado pelo esforço”.

Neste evento, organizado em conjunto com a Federação de Mulheres Empresárias e Empreendedoras da CPLP (FME CE-CPLP)., e em que foi assinado um protocolo entre o BCI e a FME CE-CPLP, estiveram presentes mais de uma centena de mulheres influentes, destacando-se também a Ministra do Género, Criança e Acção Social, Cidália Chaúque; e contando ainda com membros de instituições públicas e privadas, do Corpo Diplomático acreditado em Moçambique, do empresariado nacional e da Sociedade Civil, painel ao qual foi apresentada uma oferta de Produtos, Serviços BCI e Programas motivacionais de empreendedorismo.

Maputo, aos 11 de Abril de 2018


 
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