Obra “Juventude e Transformação Social em Moçambique” lançada no BCI
Foi lançada, na terça-feira, 21 de Abril, no Auditório do BCI, em Maputo, a obra ‘Juventude e Transformação Social em Moçambique’, da autoria de Luís Enoque, numa iniciativa que reuniu convidados de diversos sectores e proporcionou uma reflexão profunda sobre o papel da juventude na construção do presente e do futuro do País.
Trata-se do livro de estreia deste jovem autor, pós-graduado em Liderança, Intervenção Social e Postura Profissional, bem como em Organização e Gestão da Educação. A obra propõe-se a valorizar a juventude como força transformadora da sociedade, abordando temas ligados ao activismo, à cidadania, à inclusão social e à participação juvenil.
Na ocasião, a representante do BCI, Farhana Razak, Directora Central de Gestão de Risco, enalteceu a relevância da publicação e felicitou o autor pela iniciativa, destacando a pertinência dos objectivos da obra, “nomeadamente valorizar o papel dos jovens na sociedade, um segmento ao qual dedicamos especial atenção”.
Na sua intervenção, sublinhou que “o mundo globalizado em que vivemos hoje, marcado por mudanças aceleradas, desafia, continuamente, os jovens a encontrar soluções eficazes para os problemas do quotidiano”.
A apresentação da obra esteve a cargo de Deolência Mulhovo, que classificou o livro como uma verdadeira bússola para a juventude, em particular para os activistas sociais. Ao percorrer os dez capítulos da publicação, destacou tratar-se de “um olhar atento sobre o dia-a-dia, as ruas, as escolas, as famílias, nas periferias urbanas e nos espaços digitais”, centrado no lugar da juventude na construção do presente e do futuro do País, “não de uma reflexão distante feita de teoria”.
Por seu turno, Luís Enoque agradeceu ao BCI pelo apoio prestado à iniciativa e sublinhou que a obra se afirma como instrumento de mobilização e consciência social. “Este não é um livro de lamentações, mas uma ferramenta de engajamento juvenil”, afirmou.
Ao abordar o activismo como prática transformadora, o autor partilhou conceitos e caminhos para que os jovens possam influenciar mudanças positivas nas suas comunidades, reforçando que a obra constitui também um convite à reflexão e à acção. “O mais importante é a consciência. Devemos garantir que os jovens tenham consciência do seu papel”, referiu.
Ao acolher esta iniciativa, o BCI reafirma o seu compromisso de apoio à arte, à literatura e à cultura, bem como à promoção da cidadania e da inclusão, com particular atenção à juventude, segmento ao qual reconhece um papel de relevo no desenvolvimento social e na transformação do País.